Projetos distinguidos no LAB JUSTIÇA integram colaboradores da DGPJ
A Direção-Geral da Política de Justiça voltou a afirmar o seu compromisso com a inovação, a modernização e a valorização dos seus recursos humanos, através da participação de 20 colaboradores na 3.ª edição do programa LAB JUSTIÇA - Justiça com Impacto (2025/2026).
Imagem de equipa em redor de mesa de trabalho com título LAB JUSTIÇA
O LAB JUSTIÇA tem como missão capacitar os profissionais da Justiça com competências práticas e estratégicas, promovendo a inovação, o empreendedorismo corporativo e a transformação digital, sempre com foco na melhoria da experiência do cidadão. Esta edição arrancou com turmas em funcionamento no ISEG - Lisbon School of Economics & Management e na Nova School of Business & Economics, mantendo ainda a parceria estratégica com a Porto Business School, assegurando uma formação de excelência ajustada aos desafios atuais do setor da Justiça.
Os colaboradores da DGPJ participaram nesta edição do programa, demonstrando o empenho e a capacidade de intervenção dos trabalhadores desta Direção em matérias essenciais para o futuro da Administração Pública. Mais do que os resultados alcançados, a participação ativa dos colaboradores evidencia a importância deste tipo de formação para o enriquecimento profissional, para a capacitação técnica e estratégica dos trabalhadores e para o fortalecimento de uma cultura de inovação dentro das organizações públicas.
Nesta edição, três colaboradoras da DGPJ integraram equipas vencedoras nas respetivas turmas, com projetos focados na eficiência dos serviços públicos e na utilização responsável da inteligência artificial.
Projetos distinguidos
No âmbito da categoria “Inovação nos Serviços - Novas Soluções Eficientes e de Efetiva Poupança de Recursos na Administração Pública”, foi distinguida a proposta de modernização do processo de entrega de apoio económico a cidadãos reclusos por familiares e amigos, cuja equipa integrou Marta Carvalho, Chefe de Divisão no Gabinete de Resolução Alternativa de Litígios (GRAL). O projeto prevê a implementação de um sistema unificado baseado em referências Multibanco, substituindo procedimentos dispersos e maioritariamente manuais por um modelo mais eficiente, seguro e alinhado com os princípios da Administração Pública Digital. A solução visa simplificar o processo para o cidadão, reforçar a rastreabilidade das operações e promover ganhos de eficiência administrativa.
Na mesma categoria, foi também distinguido o projeto NACI – Nacionalidade+, que contou com a participação de Sílvia Boto, Chefe da Unidade de Estratégia, Avaliação e Projetos. A proposta consiste na criação de uma plataforma digital integrada para pedidos de nacionalidade, permitindo acesso direto do cidadão ao processo, com orientação passo a passo, validação automática de documentos, tradução automática, triagem por inteligência artificial e acompanhamento em tempo real. Concebido como projeto-piloto para pedidos de atribuição de nacionalidade a filhos menores ou incapazes de progenitores naturalizados, ao abrigo do artigo 2.º da Lei da Nacionalidade n.º 37/81, o projeto pretende reduzir erros e retrabalho, aumentar a transparência e transformar um procedimento tradicionalmente burocrático num serviço mais simples, previsível e centrado no utilizador.
Na categoria “A Transformação Digital na Administração Pública: Utilização de Novas Ferramentas com LLM e Inteligência Artificial”, foi distinguido o projeto “Respostas Assistidas por IA no Sistema de Mediação Familiar”, com participação da técnica superior do GRAL, Renata Margarido. O projeto prevê o desenvolvimento de um protótipo de sistema de respostas assistidas por inteligência artificial, juridicamente enquadrado e suportado numa base de conhecimento institucional construída a partir de perguntas e respostas já tratadas no âmbito do Sistema de Mediação Familiar. A solução permitirá sugerir respostas preliminares aos cidadãos, mantendo sempre validação humana obrigatória antes do envio final, assegurando rigor jurídico, supervisão institucional e conformidade com os princípios aplicáveis à utilização da inteligência artificial na Administração Pública.
A DGPJ felicita as colaboradoras distinguidas e as respetivas equipas pelos resultados alcançados, reconhecendo igualmente o mérito, a dedicação e o espírito inovador de todos os trabalhadores que participaram nesta edição do LAB JUSTIÇA. A diversidade de ideias apresentadas e o envolvimento ativo dos participantes demonstram a relevância destas iniciativas para a construção de uma Justiça mais moderna, acessível, eficiente e orientada para as necessidades dos cidadãos.